sábado, 9 de janeiro de 2010

Eu sou...

... poeta. Alguém pagará por isso?

Aqui estamos. Além dos limites da carne. Antes o pensamento nos une. Nos solapa a outros horizontes.

Poemas põem maravilhas
pulem quinquilharias
poeira, pólen
de mais poesia.

Trocad'ilhas
de galho em galho
muda de roupa, e de flor
sem fio, onde for.

O ócio, o cio, o vício
gargalha o macaco na botija.
Demônio, gênio
ofício de Dio
sem gargalo de serpente.

Enfim, sós, sois sóis! Pungentes.

Entreluz.
Abra-te, mente, ágora, mente, se és capaz de julgar-te
ante o jugo leve de Jesus
antes, sucumbirás, pusilânime
e, pós pus, a dor será
pujança de esplendor.

Tudo parecerá uma jogada de marketing. Pois desconfie até o fim.

Pistas de mim haverá onde houver fulgor de segui-las.

Aqui encontrarás bálsamo e fel: tu mesmo ponderarás. E nada será alheio ao teu sentimento.

Entretanto, serão sempre e apenas perspectivas do porvir.

Não há mais tempo para lamentos nem esperanças estacionadas.

O vento que vem de dentro não pára. Nem reconhece fortalezas humanas. É a Inteligência Soberana da Natureza que nos habita o ser, que se manifesta a partir das entranhas.

A Luz não cessa. Não adianta cerrar os olhos. Ela há de irradiar-se, cedo ou tarde. Sem dogmas, ou temor, Deus de Amor!

Primeiro, ama-te pelo que és, para depois, amar a teu próximo. Busca-te, no teu eu mais profundo. Respeita-te. Desmascara-te, para poder servir sem prejuízo ou recompensa. Sorva o gozo da generosidade.

Ainda, todos nos veremos, se assim quisermos.

Que seja.

Sintonia. Mentes que entrecortam o espaço, plasmam realidades. Pulsam. Potências. Fulgores. Algures. À vontade. Inspiram. Espraiam-se no infinito.

Espírito. Da coisa.


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